Cadeirantes sofrem com dificuldade de locomoção em ruas e calçadas de Formosa

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Nossa reportagem percorreu as ruas de Formosa e não foi  difícil encontrar calçadas que desrespeitam a acessibilidade , basta andar alguns minutos pelas ruas da cidade e observar problemas gravíssimos em relação às calçadas. Ambulantes em local impróprio, nivelamento desproporcional, entulho acumulado e calçadas quebradas são apenas alguns dos problemas enfrentados por cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e, também, pelo pedestre comum.

Foto da rampa de acesso na Praça Rui Barbosa.

As reclamações principalmente por parte dos cadeirantes são constantes, a maioria das calçadas não possui qualquer estrutura para dar acesso às pessoas com deficiência física, muitas chegam a quase um metro de altura dificultando qualquer tentativa do cadeirante se locomover pela cidade.

O entulho é outro problema para quem transita pela cidade, restos de materiais de construção ocupam parte das calçadas obrigando os pedestres a trafegarem pela rua. Para o cadeirante a vulnerabilidade é ainda maior, (foto) visto que são obrigados a passar pelo meio do trânsito para desviar da obstrução.

Os bairros  são os que possuem os maiores problemas com as calçadas, em alguns casos elas nem sequer existem,  obrigando ciclistas, pedestres e motoristas a dividirem o mesmo espaço.

Para o cadeirante, P.A.G, as dificuldades do passeio público de Formosa  vão além dos obstáculos presentes nas calçadas, falta preocupação por parte da prefeitura que não tem fiscalização (como mostra as fotos) na cidade, esquece-se dos bairros mais periféricos. Para ele, que mora no bairro Setor Sul, a dificuldade está na falta de continuidade das calçadas e na obstrução causada pelos próprios moradores.

“Algumas calçadas só existem porque os moradores constroem as próprias calçadas e todas seguem padrões diferentes, quando resolvem fazer alguma obra fica até difícil sair de casa por causa do material de construção que ocupa toda a passagem”, conta.

Outro problema é a comercialização irregular de qualquer tipo de produto nas calçadas. Lojas de materiais de construção e ambulantes, por exemplo, bares com mesas em cima do passeio público,  continuam a venda destes produtos desrespeitando a legislação. Carros estacionados em rampas de acesso, moto com carretinha em local reservado para idosos.

Peguntas! Onde está a Guarda Municipal? Onde estão os fiscais de transito? Onde estão os fiscais de obras? Onde está a Área Azul do Centro?

Perguntas que ficam sem respostas, enquanto isso os portadores de necessidades especiais, cadeirantes e a própria comunidade continua com seu calvário.

Por Waldemar Maciel

Jornalista