“ATO DE AMOR” Sem esperar nada em troca: é possível fazer diferença pelo simples prazer de ajudar o próximo

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De repente aprendemos que a nossa carne é igual a dos outros, que as lágrimas machucam a todos, que a solidariedade é a única escola a nos ensinar humanidade.

Em meio a tanta intolerância, que se caracteriza pela irracionalidade dos comportamentos nos últimos anos, ainda há quem se preocupe com o seu semelhante, dedicando-se a uma vida de altruísmo. O termo, criado pelo filósofo francês Auguste Comte, em 1831, caracteriza-se pelo conjunto de disposições humanas, individuais ou coletivas, que predispõe as pessoas a se dedicarem à felicidade do seu semelhante. Seria, segundo Comte, o ato de viver pelo outro, descartando qualquer manifestação de egoísmo.

“O trabalho do “GRUPO UM ATO DE AMOR” é lindo, conduz e tem sentido”. Quando participei pela primeira vez, achei que fosse um trabalho menor, mas me chamou a atenção a formação contínua. Não há roteiro. Você sai sem saber o que vai acontecer e isso o instiga como jornalista e como ser humano. É uma emoção que expande, porque é sincera. Ali, as pessoas estão desarmadas, frágeis, todas na mesma situação. É também um dos raros momentos em que o doente vai dizer quero ajudar e não será obedecido, “hoje somos nós que te ajudaremos.” Não há dinheiro que pague.

Ter solidariedade e buscar fazer o bem é um compromisso com a cidadania do amor, da crença de que podemos mudar o mundo e fazer dele harmonia entre irmãos, se cada um fizer um pouquinho com certeza isso daria um montão. Frase ouvida de um membro do grupo.

Cada pessoa tem seu jeito de ser solidária, umas gritam ao mundo, outras, entretanto, não contam para a outra mão, e esse pensamento está estampado no coração desse grupo, que não mede esforços para realizar o bem, muitas vezes incompreendidos,felizes são aqueles que não esperam favor ao praticarem atos de solidariedade.

Se você sentir as dores do próximo como se fossem suas e se dedicar para modificar a dor dele, pode ter certeza que encontrou a receita para ser feliz,  acredito que somos tão poderosos que se quiséssemos poderíamos fazer desta vida um lugar tão solidário que nenhuma pessoa se sentiria desprezada.

Waldemar Maciel

Jornalista