Onde está a fiscalização?

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Essa reportagem foi feita a mais de 3 meses e continua do mesmo jeito em Formosa,(NADA MUDOU), ONDE ESTÁ A FISCALIZAÇÃO?, ONDE ESTA O PREFEITO PARA DETERMINAR AOS SEUS SUBORDINADOS QUE CUMPRAM COM SEU DEVER?.

MAIS UMA VEZ  percorremos as ruas de Formosa e não foi  difícil encontrar calçadas que desrespeitam a acessibilidade , basta andar alguns minutos pelas ruas da cidade e observar problemas gravíssimos em relação às calçadas. Ambulantes em local impróprio, nivelamento desproporcional, entulho acumulado e calçadas quebradas são apenas alguns dos problemas enfrentados por cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e, também, pelo pedestre comum.

As reclamações principalmente por parte dos cadeirantes são constantes, a maioria das calçadas não possui qualquer estrutura para dar acesso às pessoas com deficiência física, muitas chegam a quase um metro de altura dificultando qualquer tentativa do cadeirante se locomover pela cidade.

O entulho é outro problema para quem transita pela cidade, restos de materiais de construção e caixas de descartes ocupam parte das calçadas obrigando os pedestres a trafegarem pela rua. Para o cadeirante a vulnerabilidade é ainda maior, (foto) visto que são obrigados a passar pelo meio do trânsito para desviar da obstrução.

Os bairros  são os que possuem os maiores problemas com as calçadas, em alguns casos elas nem sequer existem,  obrigando ciclistas, pedestres e motoristas a dividirem o mesmo espaço.

Para o cadeirante, Rafael, as dificuldades do passeio público de Formosa  vão além dos obstáculos presentes nas calçadas, falta preocupação por parte da prefeitura que não tem fiscalização (como mostra afoto) na cidade, esquece-se dos bairros mais periféricos. Para ele, que mora no  Setor Sul, a dificuldade está na falta de continuidade das calçadas e na obstrução causada pelos próprios moradores.

“Algumas calçadas só existem porque os moradores constroem as próprias calçadas e todas seguem padrões diferentes, quando resolvem fazer alguma obra fica até difícil sair de casa por causa do material de construção que ocupa toda a passagem”, conta.

Outro problema é a comercialização irregular de qualquer tipo de produto nas calçadas. Lojas de materiais de construção e ambulantes, por exemplo, continuam a venda destes produtos desrespeitando a legislação. Carros estacionados em rampas de acesso, moto com carretinha em local reservado para idosos.

Perguntas! Onde está a Guarda Municipal? Onde estão os fiscais de transito? Onde estão os fiscais de obras? Onde está a Área Azul do Centro? Onde estão os vereadores para fazerem cobranças? Onde está o prefeito? Que prometeu em campanha que era uma de suas metas de trabalho, resolver o problema da acessibilidade.

Perguntas que ficam sem respostas, enquanto isso os portadores de necessidades especiais, cadeirantes e a própria comunidade continua com seu calvário.

Foto Anelly Rodrigues

Por Waldemar Maciel

Jornalista