Flanelinhas “loteiam” vagas de estacionamento em Formosa

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Voltamos a falar sobre a ocupação ilegal do espaço público que  é um dos  maiores problemas de Formosa, e não me refiro aos vendedores ambulantes. Mais grave  é a ação dos flanelinhas, espalhados praticamente por toda a cidade e que lançam mão da truculência e da intimidação para extorquir motoristas.

Não há uma estimativa confiável de quantos “guardadores de carro” agem em nossa cidade. Fazem como querem, como cobrar para tomar conta de carros é proibido por lei, os flanelinhas são clandestinos, não se cadastram, pois não existe por parte do poder público interesse em realizar um cadastro e sem perturbação das autoridades fazem como bem entendem, sem que a fiscalização da SMT e a Polícia Militar consigam coibir sua ação.

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Não é um problema novo, pois a cidade há tempos se esforça para impedir a atuação dos flanelinhas, com evidente insucesso, é bom ressaltar que nossa reportagem já entrevistou alguns vereadores a mais de um ano e todos se comprometeram a buscar uma solução, “Só ficou na promessa” e agora o que mais chama a atenção a disseminação da prática ilegal por todas as regiões da cidade, onde houver alguém estacionando um carro, a possibilidade de surgir alguém cobrando para “tomar conta” é cada vez mais real.

É possível ver nestes locais como os “donos do quarteirão” operam. Alguns têm grupos de quatro ou cinco pessoas agindo de forma coordenada, cercando os motoristas e os obrigando a pagar pela vaga de estacionamento. Quem se recusa a pagar corre o risco de ter o carro danificado, ser ameaçado e até agredido fisicamente. É uma rede de contravenção e ilegalidade que funciona de forma escancarada, sem que até agora tenha sido encontrada uma solução.

É  comum escutar motoristas reclamando de guardadores de carros, mais conhecidos como flanelinhas em Formosa. Eles relatam, com frequência, que se sentem extorquidos pois pagam altos valores em impostos e não precisariam passar por isso, além de outros problemas mais sérios. Até hoje todas as iniciativas para solucionar esse tipo de trabalho, realizado de maneira irregular, não foram efetivas em Formosa.

Defendo que é preciso buscar  solução para uma situação dramática. Vejo com bons olhos o emprego da tecnologia como ferramenta para reduzir a ação dos flanelinhas, com a instalação de Área Azul nos quarteirões do centro. As facilidades para extorquir os motoristas diminuiriam e o município aumentaria a arrecadação, podendo destinar mais recursos para áreas fundamentais como saúde, educação e segurança.